Cerveja preta

Cerveja Malzbier: todas as informações sobre a cerveja preta

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A história da cerveja preta mais conhecida no Brasil remete à Alemanha antiga em 1492, a antecessora Braunschweiger Mumme, que significa literalmente “cerveja forte”, produzida  no Outono para ser consumida no Inverno.

O engraçado é que por ter um alto valor energético e baixo teor alcoólico, foi uma bebida conhecida por ter sido indicada por um bom tempo para crianças e mulheres gestantes.

A cerveja preta é frequentemente associada à bebidas doces e fortes no Brasil, pois a Malzbier  e as Lagers eram os únicos tipos disponíveis na década de 90 — ano de criação da AmBev.

Mas será que todas as cervejas pretas são iguais às Malzbier? Continue conosco até o final para e aprenda mais sobre todas as características e história dessa cerveja.

O que é a cerveja Malzbier

Uma bebida de origem na Alemanha, geralmente de cor escura, doce e aromática, com teor alcoólico abaixo de 2,0%, e considerada mais um tônico do que uma cerveja.

Em sua fabricação, é fermentada como uma cerveja normal, com pouco lúpulo. No entanto, é refrigerada acima do ponto de congelamento, antes que a levedura seja adicionada.

Isso coloca a levedura em um estado inativo, mantendo o açúcar na bebida.

Nas Malzbier brasileiras, são adicionadas xarope de açúcar e caramelo após a filtração, dando a coloração escura (que não vem do malte tostado) e o sabor adocicado.

A adição de outros ingredientes para dar coloração à bebida e o uso abaixo de 20% de malte de cevada, faz com que não seja um estilo considerado pelo BJCP (Beer Judge Certification Program) desconsiderando como uma cerveja e passando a ser um tônico.

Aparência

Possui uma coloração escura devido à adição de caramelo e xarope em sua composição, além de dar à cerveja uma espuma bem cremosa e persistente. É servida normalmente no copo Pint ou no Americano.

Aroma

Forte presença de caramelo e açúcar em seu aroma, podendo sobressair também notas de chocolate.

Sabor

Como previsto, não possui amargor e há uma cremosidade intensa na boca, dando uma sensação leve de empanzinamento — por isso é considerada excelente fonte de carboidratos.

O forte dulçor pode incomodar aqueles que não apreciam uma bebida doce e, para quebrar o açúcar, pode ser harmonizada com caldo de mocotó, muito consumido pelos brasileiros.

A presença de álcool na cerveja preta

O baixo teor alcoólico das Malzbier — entre 0% a 4% — fez com que na década de 90 fosse alvo de indicações para crianças, mulheres amamentando e trabalhadores.

A levedura de cerveja tem elevado teor de nutrientes e proteínas, e acreditava-se na época que a cerveja combatia a anemia por ser rica em ácido fólico e era usada como suplemento alimentar.

Para as mulheres que estavam amamentando, a crença era de que a cerveja estimulava a produção de leite, pelo alto valor nutritivo e porque também relaxava a mãe.

Malzbier amamentação

Também é possível notar que a cerveja sempre foi relacionada com o fim do expediente, mas algumas cervejarias utilizavam em sua propaganda que a bebida causaria um efeito relaxante, aumentando a produção dos trabalhadores.

 

Malzbier no trabalho

Toda essa comunicação se tratava de  uma grande estratégia de marketing usada pelas cervejarias brasileiras com o objetivo final de ter a adesão do público e aumento de vendas.

Rótulos nacionais de Malzbier

Cervejas Malzbier

Como falado anteriormente, o estilo foi popularizado no Brasil nos anos 90, mas chegou por aqui muito antes disso, nos anos 40.

E de lá para cá vários rótulos foram criados por aqui e todos eles feitos pelas cervejarias de massa, então vamos listar as mais conhecidas nos país.

1. Brahma Malzbier

Foi a primeira feita no Brasil na década de 40. Possui 4% de álcool e é a mais doce do mercado. Seu aroma é pouco persistente, com leve presença do caramelo.

2. Antárctica Malzbier

A segunda cerveja do estilo produzida por aqui e inicialmente feita pela Cia Antarctica Paulista.

Possui um leve amargor no final — o que não incomoda a quem não aprecia a presença do lúpulo —, com pouco aroma e levemente carbonatada. Harmonizada com chocolates e doces em geral.

3. Schin Malzbier

A Schin Malzbier veio com uma cerveja mais aromática e mais alcoólica do que o restante da concorrência (4,3%). Sua espuma é bastante persistente e cremosa, e seu dulçor é bem perceptível.

Há quem diga que ela tem um leve destaque em relação às outras cervejas do estilo.

4. Itaipava Malzbier

Produzida pela Cervejaria Petrópolis e a mais nova da família de Malzbier do Brasil, ela possui 4,2% de teor alcoólico, é a mais aromática e a segunda mais doce no mercado; no paladar o conjunto se equilibra e o adocicado não atrapalha.

Como os outros rótulos são mais tradicionais por aqui, a Itaipava Malzbier é uma cerveja que aparece pouco em um mercado pequeno e de cervejas pouco consumidas pelo mercado.

5. Caracu

A cerveja Caracu talvez seja a mais conhecida e vendida por aqui, mas um ponto fundamental que deve ser explicado é que ela não é vendida como Malzbier, mas sim uma cerveja Sweet Stout.

É uma cerveja que não é filtrada, possui 5,4% volumo alcoólico e contém nutrientes (presentes em quase todas as cervejas) como levedura e proteínas, por isso é frequentemente associada a uma cerveja forte e vigor físico, por isso o touro em seu rótulo.

Considerações finais sobre a cerveja

Apesar de não serem consideradas cervejas, a Malzbier agrada paladares para quem não procura amargor e gosta de um bom dulçor ou harmonizações açucaradas.

É interessante reforçar o mito de que toda cerveja escura é doce e pouco alcoolizada, pois temos diversos estilos como Stout, Porter, Dark Lagers que são alcoólicas e secas.

Então se você quer realmente conhecer mais o estilo e tirar suas próprias conclusões, comece pelos rótulos nacionais e pule para outras cervejas pretas — como as que citamos acima!

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