Estudo aponta que cerveja pode previnir asma

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O estudo foi apresentado pelo Estadão, que aponta diminuição nas crises de asma por quem tem moderado consumo de álcool. Confira o texto na íntegra, abaixo.

 

O consumo semanal de três taças de vinho ou pouco mais de três latas de cerveja é capaz de prevenir crises de asma. A conclusão foi apresentada na semana passada durante o Congresso Anual da Sociedade Respiratória Europeia (ERS, na sigla em inglês), em Amsterdã, na Holanda. Pela primeira vez, um estudo epidemiológico apontou benefícios do álcool na prevenção da doença.

Durante oito anos, pesquisadores do Hospital Bispebjerg, na Dinamarca, acompanharam 19.349 irmãos gêmeos, com idade entre 12 e 14 anos. A amostra continha pacientes saudáveis e asmáticos, que foram divididos proporcionalmente em três grupos de acordo com o consumo semanal de bebida alcoólica.

No grupo definido como “moderado”, no qual o consumo médio era de uma a seis doses semanais (considerando duas doses o equivalente a uma taça média de vinho ou duas doses e meia, a 500 ml de cerveja), apenas 4% das pessoas sofreram durante a pesquisa com alguma inflamação nos brônquios – o que caracteriza a asma.

Já entre os que “nunca” ou “raramente”bebiam, 6% desenvolveram a doença; e entre os que bebiam mais de seis doses por semana, 4,5%. “Embora o consumo de álcool excessivo possa causar problemas de saúde, os resultados sugerem que a ingestão moderada pode reduzir o risco de desenvolver asma”, afirmou Sofie Lieberoth, do Bispebjerg.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que atinge 12% da população brasileira (cerca de 22,8 milhões de pessoas), segundo projeções do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) – maior estudo sobre a doença.

“Aproximadamente 80,90% dos casos têm mecanismos alérgicos”, diz Fábio Morato Castro, professor associado da disciplina de Imunologia e Alergia da Faculdade de Medicina da USP e supervisor do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (HC).

Pelos de animais, fungos e pólen de plantas podem desencadear o processo inflamatório, numa espécie de resposta do organismo ao “gatilho externo”, explica Clóvis Eduardo Galvão, membro da diretoria da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia da regional São Paulo (Asbai-SP).

No entanto, os ácaros são responsáveis por mais de 80% das inflamações. “Mas há fatores que desencadeiam o processo inflamatório e outros responsáveis pelos sintomas, como tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito”, explica Elcio Vianna, presidente da Comissão de Asma da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). A doença não tem cura, mas pode ser tratada. “O diagnóstico é clínico e por espirometria (exame que mede a passagem de ar pelos brônquios)”.

O tratamento é dividido em três etapas: primeiro, é necessário identificar a alergia e como evitá-la (etapa chamada de controle ambiental); depois, são necessárias intervenções medicamentosas (para tratar a inflamação e os sintomas); e por último, a imunoterapia (vacinação).

 

Fonte: Estadão

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