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Cervejaria Colorado: conheça a história e os principais rótulos

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Fundada em 1995, a Cervejaria Colorado hoje desponta como uma das maiores e melhores do mercado nacional. Quando se imagina cerveja artesanal brasileira, ela tem de estar presente pois une ao malte e lúpulo ingredientes tipicamente nacionais como mandioca, mel, café e rapadura. E à frente destas garrafas de rótulo colorido está o carioca Marcelo Carneiro, que foi à Ribeirão Preto montar sua linha de produção.

A cerveja surgiu na vida como um negócio mas hoje é uma paixão que faz com que ele compartilhe com nós cervejeiros caseiros.

A Colorado doou para diversas ACervAs do país pequenas plantas cervejeiras, como forma de incentivar e apoiar homebrewers.

Prova desta aproximação é a Demoiselle, cuja receita foi desenvolvida pelo cervejeiro caseiro carioca Ricardo Rosa. Esta cerveja conquistou a medalha de ouro no European Beer Star 2008, na categoria porter.

Fizemos uma entrevista exclusiva com o Marcelo Carneiro em junho de 2011, nesta primeira parte ele fala sobre como sua diferente identidade visual, a escolha do local da cervejaria e sua última cria, a Colorado Ithaca.

A entrevista está sensacional e com muito conteúdo válido até os dias de hoje!

Entrevista com Marcelo Carneiro

Homini Lúpulo: Como a cerveja artesanal surgiu na sua vida?

Marcelo Carneiro: Como um negócio e depois como uma paixão. Quando comecei, o setor acabava de explodir nos EUA. Só depois de muitos anos, percebi a profundidade da atividade. Daí para frente deixou de ser um negócio.

Homini Lúpulo: Os rótulos da Colorado são bem diferentes do padrão das cervejarias nacionais. Qual o objetivo disto?

Marcelo Carneiro – Achávamos que nossos rótulos tinham que ser diferentes e contar uma história, exatamente como as nossas cervejas, por isso, fomos procurar uma agência de publicidade no exterior que trabalhava somente com cervejarias.

Homini Lúpulo: Hoje, a Colorado está ligada diretamente à idéia de uma cerveja com identidade nacional, em que ingredientes típicos brasileiras são usados em cada receita. Como surgiu a idéia de partir para este lado?

Marcelo Carneiro: Na Colorado a gente acredita que toda cerveja deve refletir a sua situação geográfica ou terroir. Assim é com as estrangeiras famosas e assim é com a Colorado.

A Colorado Indica é produzida com rapadura

Homini Lúpulo: A Colorado utiliza ingredientes como rapadura (foto). Existem novos ingredientes nos planos da Colorado?

Marcelo Carneiro: Existem, mas por enquanto é uma surpresa.

Homini Lúpulo: Como um carioca faz cerveja em Ribeirão Preto e coloca o nome dela de Colorado?

Marcelo Carneiro: Já venho a Ribeirão Preto desde a adolescência, sempre gostei da cidade. Além de ter uma água boa, o povo é acolhedor e o clima maravilhoso. Na minha cabeça não haveria lugar melhor para instalar uma cervejaria. O nome Colorado foi muito debatido, e escolhido por ter uma origem latina, mas também indicar um lugar onde se fabrica boa cerveja.

 

Homini Lúpulo: Você sempre se mostrou muito próximo dos cervejeiros caseiros. Inclusive, a Colorado doou equipamentos para a produção de cerveja a diversas ACervAs. Qual a importância do cervejeiro caseiro para a Colorado?

Marcelo Carneiro: Através do cervejeiro caseiro divulga-se a educação e a cultura cervejeira, valores com os quais a Colorado sempre se identificou. Entre os nossos funcionários, existem vários cervejeiros caseiros que começaram dentro ou fora da companhia.

Homini Lúpulo: Há alguma dica para a utilização de café na cerveja?

Marcelo Carneiro: Não deixe o café cozinhar demais. Ajunte-o/misture-o no final da fervura ou faça uma infusão a frio após a fermentação.

Homini Lúpulo: Como o mercado reagiu a uma cerveja complexa, especial e muito mais cara como a Ithaca, uma imperial stout?

Marcelo Carneiro:  Com certo estranhamento, que começa a se transformar em reconhecimento à proposta de uma cerveja de valor elevado e grande complexidade.

Na primeira parte da entrevista, Marcelo Carneiro falou um pouco da importância da cerveja caseira e da história da Cervejaria Colorado. Agora, conheça um pouco mais sobre os planos de expansão e para o futuro da empresa.

Marcelo, hoje, se espelha no crescimento de duas nações que tem despontado no mercado mundial. A abrangência das cervejas artesanais no mercado americano é o futuro que ele deseja para nós, brasileiros. Ele também aponta o caminho da italiana Baladin, que aposta na inovação e em não seguir estilos pré-definidos. É interessante que em suas cervejas, a Colorado sempre coloca algum ingrediente brasileiro, gerando um diferencial. A marca americana está na Índica, uma American IPA carregada no lúpulo amarillo.

Confira a segunda parte da entrevista com Marcelo Carneiro, da cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto.

Homini Lúpulo: Como é a relação entre o pequeno produtor de cerveja e o governo hoje no Brasil? A Colorado já enfrentou dificuldades em colocar produtos no mercado?

Marcelo Carneiro: A relação é inexistente. O governo simplesmente nos ignora. As dificuldades que a Colorado teve com órgãos governamentais são as dificuldades que todas as pequenas empresas tem. Apesar de tudo, continuamos tentando. Podemos dar de exemplo a aprovação do registro da Ithaca que durou um ano e meio.

Homini Lúpulo: Hoje a Colorado está em muitos pontos de venda, sendo uma das cervejas artesanais brasileiras mais fácil de ser encontrada. Qual a capacidade dela atualmente? Há planos de expandir ela até onde?

Marcelo Carneiro: Atualmente não conseguimos trabalhar o suficiente para mantermos estoque, nossa distribuição é muito boa, mas só isso não explicaria a capilaridade da nossa penetração. Acho que na verdade o novo tomador de cerveja brasileiro se identificou com os atributos da marca e a qualidade do produto. No momento a gente produz cerca de 100 mil litros por mês. Acho que podemos fazer cerveja com qualidade ate 5 vezes esse tamanho.

 

Fachada da Cervejaria Colorado, em Ribeirão Preto-SP

Homini Lúpulo: Qual a melhor cerveja nacional que já tomou?

Marcelo Carneiro: Que dia?

Homini Lúpulo: Qual cerveja de outra marca você gostaria que na verdade fosse produzida pela Colorado? Por que?

Marcelo Carneiro: Qualquer uma da Baladin, por que são cervejas que tem nomes e histórias diferentes e não se encaixam perfeitamente em nenhum estilo pré existente.

Homini Lúpulo: O que significa a Lei de Pureza Alemã para você?

Marcelo Carneiro: Um bom começo.

Homini Lúpulo: Qual a importância da mídia digital para a Colorado?

Marcelo Carneiro: É importantíssima, não só para a Colorado, como para todas as micro cervejarias que normalmente tem pouco dinheiro para estar na grande mídia.

Destes fermentadores saem algumas das melhores cervejas brasileiras

Homini Lúpulo: A Colorado está no mercado há muitos anos. Como o mercado artesanal evoluiu ao longo dos últimos 10 anos? Qual o potencial?

Marcelo Carneiro: Como uma verdadeira explosão, quando começamos, havia cerca de 6 micro cervejaria no brasil, hoje 15 anos passados, já existem mais de 200. Nos EUA as cervejas artesanais já contam com 7% do mercado e querem alcançar 10%, acho esse um belo numero.

Homini Lúpulo: Muito se ouve falar que cerveja artesanal está na moda. Ela será apenas uma moda e passará?

Marcelo Carneiro: Eu digo o mesmo da cerveja comercial. E respondo essa moda vai passar….tem que passar.

Esta foi mais uma entrevista sobre as principais cervejarias artesanais do Brasil. Obrigado e parabéns a Bamberg, Falke Bier, Wäls e Colorado pelas belas entrevistas proporcionadas.

Confira agora os principais rótulos da colorado vendidos atualmente.

Principais rótulos da Colorado

Cauim

Pilsen + Mandioca
IBU 16
ABV 4,5 %

Cauim 016

Pilsen + Mandioca + Dry Hopping
IBU 16
ABV 4,2%

Appia

Trigo + Mel
IBU 10
ABV 5,5 %

Indica

IPA+ Rapadura
IBU 45
ABV 7 %

Demoiselle

Porter + Café
IBU 22
ABV 6%

Vixnu

Imperial IPA + Rapadura
IBU 75
ABV 9,5 %

Ithaca

Imperial Stout + Rapadura Queimada
IBU 52
ABV 10,5%

Berthô

Double Brown Ale + Castanha do Pará
IBU 35
ABV 8%

Eugênia

Session Ipa + Uvaia
IBU 40
ABV 4,5 %

Nassau

White Ipa + Caju
IBU 47
ABV 5,8%

Murica

Cream Ale + Graviola
IBU 20
ABV 4,7%

Rosália

Fruit Beer + Frutas vermelhas
IBU 10
ABV 4,5%

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6 Comentários

    Essa Ithaca é boa demais!

    Parabéns pela entrevista

    adorei suas cervejas sabores únicos e diferente de qualquer cerveja !! e o nome e o slogan da cerveja nota 10, primeiramente chama atenção pelo rotulo e se apaixona pelo sabor!!! abraço

    Boa tarde. Como faço pra comprar cervejas de vocês? Sou desgastador e queria muito comprar de vocês. Obrigado.

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