Cervejaria Wals: conheça a história e os principais rótulos

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Após falar sobre a criação da cervejaria, agora José Felipe Carneiro fala sobre novos produtos e das cervejas que mais o interessam. Mas, vamos voltar falando de saúde. Afinal, a cerveja é um alimento que acompanha a humanidade há milênios, mas muitos tentam atribuir a ela diversos problemas e aspectos negativos. Consumo de álcool em excesso faz mal, mas nós, amantes das artesanais pregamos beber menos e melhor. Assim, tem-se sabor, qualidade e saúde. E mais do que isso, ela é um lubrificante social, aproximando as pessoas, quebrando barreiras. A cerveja é, mais do que a bebida mais consumida do mundo. Ela é uma parte da cultura e da humanidade. E ter isso com qualidade e responsabilidade é o que podemos devolver de melhor para a sociedade atual. Mas, agora, vamos à entrevista com este cervejeiro igualmente apaixonado pelo tema.

HL – Existe o estereótipo do cervejeiro como o barrigudo, beberrão e comilão, avesso a prática de esportes. Vocês estão completamente fora deste padrão. O que acham desta imagem?

JF – Este estereótipo já era. Beber cerveja não significa ganhar peso. Não somente eu e meu irmão aqui da Wäls fazemos parte deste time. Posso citar vários experts do meio cervejeiro que estão em forma (Cilene Saorin, Alexandre Bazzo, Evandro Zanini , Juliano Mendes, Kátia Zanatta, Amanda Reitenbach e etc…) Acho que o estilo de vida que cada um leva é que vai ditar as regras.

Wäls em família: José Felipe, Tiago, Ustane e Miguel

HL – A Wäls é hoje tocada por 2 jovens. Que idade vocês tinham quando começaram a trabalhar com cervejas? E como se apaixonaram por cervejas artesanais?

JF – Começamos a trabalhar bem jovens, uma vez que a Wäls já tem 11 anos de vida. Ainda no início da nossa empreitada via como brincadeira entrar no Tanque de fervura e realizar uma limpeza interna, somente aos 19 anos que comecei a trabalhar na parte de marketing da empresa, nunca imaginei ser responsável pela nossa produção. No ano de 2008 com o falecimento do nosso Cervejeiro e meu mentor Tácilo Coutinho, assumi a produção de cervejas e passei a ser entitulado de Mestre Cervejeiro da Wäls. Para se ter uma idéia, sou formado em Marketing, também em Relações Públicas, e tenho formação como Técnico cervejeiro pelo Senai – Vassouras. Já o Tiago é formado em Engenharia de Alimentos. Na cervejaria é o responsável por toda área de administração e vendas. A cerveja é apaixonante , ainda mais quando se produz. Creio que seja a mesma sensação de ver um filho, nascer e evoluir.

HL E qual a importância do Tácilo Coutinho para a Wäls?

JF – O Tácilo era um gênio, amigo de adolescência do meu Pai (Miguel Carneiro – Fundador da Wäls, na foto com toda a família) desde os tempos que estudavam música juntos na UFMG. Ele era o verdadeiro Professor Pardal e deixou para nós a herança de nunca ter medo de criar e reinventar.

HL – Depois da Wäls Brut, que novidades podemos esperar?

JF – Concreto mesmo a Wäls Witte e a Wäls Dark Brut. Ainda não lançamos oficialmente, mas já vingou a Wäls Gioia , uma pilsen elaborada para comemoração da Festa Italiana de Belo Horizonte ( primeiro domingo de junho) que reune cerca de 50 mil pessoas num só dia. Tal cerveja foi elaborada com Double Dry Hopping de Cascade em alusão aos primeiros imigrantes italianos que chegaram na América.

HL – Vocês tem duas cervejas no estilo Pilsen. Como o público em geral reage à bohemian pilsener, uma cerveja bastante amarga para o padrão das cervejas de larga produção no Brasil?

JF – A aceitação é incrível. Fomos pioneiros em tal estilo no Brasil e acreditamos que de certa forma ensinamos ao consumidor Brasileiro o que é uma Bohemia Pílsen. Agora ele já sabe o que esperar quando for à República Tcheca.

HL – Qual a melhor cerveja nacional que já tomou?

JF – Não tem como falar isso. Já tomei várias tão maravilhosas que nem consiguiria dizer. Mas se posso citar uma criação da Wäls que me deixou realmente encantado: foi uma Dubbel em guarda desde 2008, nosso primeiro lote.

HL – Qual cerveja de outra marca você gostaria que fosse produzida pela Wäls?

JF – Produzimos todos os estilos que nos interessam. E assim pretendemos continuar.

HL – A moderna Escola Americana e as novidades vindas da Itália te interessam?

JF – Tudo na escola Americana e Italiana ainda é muito jovem, de concreto mesmo somente as reinvenções. Acredito que já já vai existir a escola Brasileira. Assim como no último concurso da Acerva MG eles propuseram aos caseiros que montassem receitas que não se configurasse em nada proposto pelo BJCP. Confesso que ficamos (todos os jurados) maravilhados!

 

HL – O perfil da cervejaria é muito ativo no Twitter. Qual a importância destas mídias digitais e redes sociais hoje para o mercado de cervejas artesanais?

JF – A mídia digital é o pulmão para quem quer conversar direto com seu fã/consumidor. E assim que se descobre problemas de maneira mais rápida. Ainda informamos ao público interessado tudo que ele quer saber sobre a cervejaria.

HL – Qual o diferencial que a Wäls busca apresentar para o mercado?

JF – Qualidade extrema com inovação e criatividade.

Ficou cusioso para conhecer mais sobre a Wäls, nós visitamos a cervejaria ano passado, tendo a honra de provar a Brut em primeira mão. Tem até vídeo deste momento, não deixe de conferir, vale a pena. E as entrevistas sobre cerveja artesanal não vão parar. Semana que vem vamos falar de uma cervejaria que aposta em ingredientes nacionais em cada cerveja que produz. Quem adivinha?

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