tipos de cerveja

Tipos de cerveja: veja quais são os principais e aprenda a diferenciar

Algumas dúvidas vêm na hora de escolher uma cerveja para tomar, pois existem vários estilos e tipos de cerveja, além das marcas no mercado, e entre todas essas, como escolher a que mais te agrada? Qual tem o gosto que você procura?

Essas são perguntas difíceis de se responder, e por hoje listaremos estilos de cervejas disponíveis no mercado para que você possa explorar as possibilidades e degustar vários estilos diferentes.

Mas o que é realmente a cerveja?

“É a bebida obtida pela fermentação alcóolica do mosto cervejeiro oriundo do malte de cevada e água potável, por ação da levedura, com adição de lúpulo”. Essa é a definição do art. 36, seção 3 do regulamento da Lei número 8912 de 14/07/1994.

Ou seja, para ser cerveja tem que ter obrigatoriamente esses 4 ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura. Mas não para só por aí. Algumas ainda levam outros cereais, como trigo, milho, aveia. Alguns estilos usam especiarias, frutas e por aí vai. Agora que já temos noção do que é uma cerveja, vamos desmistificar um maravilhoso mundo onde esse precioso líquido se encontra.

E afinal, qual a diferença entre tipos e estilos de cervejas?

Os tipos de cerveja querem dizer a família que pertencem e também um pouco sobre o seu processo de fabricação. Quanto o assunto é tipo as cervejas são classificadas em duas principais famílias: as Ales e as Lagers. O que as difere é o tipo de fermentação e as leveduras que irão trabalhar no mosto. 

  • As Ale tem alta fermentação e são produzidas pelas leveduras Saccharomyces cerevisae. Em geral tem sabores e aromas mais complexos, devido a compostos produzidos pela levedura durante a fermentação. Alguns exemplos: Pale Ale, IPA, Stout, Tripel, Weizenbier, etc.
  • As Lagers tem baixa fermentação e são produzidas pelas leveduras Saccharomyces pastorianus. Em geral, sua fermentação é mais “limpa”, ou seja, seus sabores e aromas são provenientes principalmente das matérias primas. Alguns exemplos: American Lager, Pilsen, Dunkel, Bock, etc.

Existe também um terceiro tipo de família, que são as cervejas de fermentação espontânea, onde a fermentação se dá com leveduras selvagens e bactérias lácticas e acéticas presentes no ar ambiente. Esse tipo de cerveja é produzido tradicionalmente ao redor de Bruxelas. Alguns exemplos: Lambic, Geuze, Kriek, Framboise, etc.

Dentro das famílias, encontramos os estilos (como os exemplos apresentados), que se diferenciam pelo método de produção, matérias primas utilizadas, cor, aroma, sabores, teor alcóolico, intensidade de amargor, região de origem, etc.

Hoje existem mais de 150 estilos catalogados, e vamos apresentar para vocês os principais estilos, os mais consumidos, e os estilos que estão em alta.

Podemos separar esses estilos nas 4 principais escolas cervejeiras: Alemã, Inglesa (ou Britânica), Belga e Americana, onde os estilos podem ser agrupados de acordo com duas características e origem. A escola alemã é conhecida por sua tradição, seguimento da Lei da Pureza e do predomínio das lagers. A escola inglesa é a clássica, com cervejas equilibradas, predomínio das Ales, e muitas vezes bem lupuladas. A escola belga prega a criatividade, onde há o uso de especiarias, frutas, e é aberta a experimentos. Já a americana é a escola da inovação, onde há em sua maioria a releitura  e misturas dos estilos das outras escolas, buscando intensidade.Então vamos apresentar de maneira bem facilitada os estilos, separando por família e escola. Vamos começar então pela família das Lagers:

Família Lager (baixa fermentação)

A mais consumida no Brasil. Estas cervejas se diferem pela fermentação no seu processo de fabricação. São cervejas mais carbonatas e por isso sua aceitação junto ao público é maior. O fermento utilizado inicia sua fermentação em temperatura mais baixa, por volta de 6 a 12 graus, ficando acumulado no fundo dos tanques.

É conhecida como a família das cervejas de baixa fermentação, que são douradas e filtradas, mas possuem algumas versões mais escuras.

Existem algumas subdivisões no mundo cervejeiro:

Estilo light lager – ou pale lager

É a sub-divisão mais comum das cervejas Lagers e apresentam tipos muito conhecidos pelo público brasileiro:

1. American Lager

Apesar de serem denominadas como Pilsen no Brasil, sua correta denominação é American Lager. São neutras e refrescantes. Fáceis de beber, pouco amargor, final relativamente seco, aroma suave de cereais, cor dourada e cristalina. As marcas mais comuns no Brasil são dessa classificação, como Skol, Brahma e Kaiser.

Estas muitas vezes são rotuladas como “Pilsen”, mas é uma questão muito mais comercial, do que técnica.

É também de longe o tipo de cerveja mais consumido no Brasil.

2. Pilsner

Também conhecidas como Pilsen por aqui. Seu aroma e sabor são acentuados pelo lúpulo, por isso um leve amargor. São claras, com baixo corpo e fácil de beber. Seu processo de produção apresenta uma baixa fermentação e ela também tem um baixo teor alcoólico e com um final seco.

É também de longe o tipo de cerveja mais consumido no Brasil.

2. Premium Lager

Um outro estilo americano que se assemelha ao American Lager, mas possuem mais lúpulo e mais malte se tomarmos a American Lager como objeto de comparação. Mas já com os outros estilos possui menos malte e pouco aroma  de lúpulo. E sua cor beira o dourado, uma cerveja com um corpo médio-baixo. Costumam ser cerveja puro-malte.

Temos como exemplos famosos vendidos no Brasil a Heineken e Stella Artois.

3. Bohemian Pilsner

Essa é a mãe das ditas “Pilsen”. Foi criada em 1842, na cidade de Pilsen na região da Bohemia, na República Tcheca. O primeiro exemplar, é encontrado ainda hoje, é a Pilsner Urquell (na tradução, Pilsen original). 

Possui coloração dourada brilhante, aroma de biscoito e pão do malte, amargor moderado e sabor do lúpulo condimentado e floral, geralmente provenientes do clássico lúpulo tcheco Saaz. Os aromas e sabores de malte e lúpulo são bem equilibrados. Além da Pilsner Urquell, encontramos a Czechvar, 1795 Original Czech Lager, Praga Premium Pils.

4. German Pils

É a versão alemã da Bohemian Pilsner. Em geral, ela é um pouco mais clara que a versão tcheca, e seu aroma tende a ser mais tendencioso ao lúpulo, que possui características florais dos lúpulos alemães Hallertauer. 

Exemplos: Jever Pils, Augustiner Pils, Bitburger, Krug German Pils.

5. Munich Helles

Também baseada no sucesso da Pilsen tcheca, essa cerveja produzida e consumida em larga escala na região da Bavaria, Alemanha. Ela possui um equilíbrio aromático e gustativo de lúpulo e malte em intensidades baixas — em comparação à Bohemian Pilsner. Seu malte evidencia um sabor de pão e biscoitos, e curiosamente consumida em alguns cafés da manhã na Alemanha.

Exemplos: Paulaner Hell, Hofbrau Original, Spaten Premium Lager.

6. Dortmunder Export

Também produzida e muito consumida na Alemanha, mas na região de Dortmund. Seu malte e lúpulo são equilibrados, trazendo uma sensação adocicada do malte e também um forte amargor, diferente das Lagers consumidas normalmente.

Sua cor é dourado claro que pode atingir uma escala mais escura, além de ter uma espuma bem consistente.

Estilo Dark Lager

São cervejas escuras, com um baixo corpo, boa carbonatação e também apresentam teor de refrescância.

1. Munich Dunkel

Considerada a original Dark Lager da Europa e curiosamente Dunkel quer dizer escuro em alemão. É uma cerveja de baixa fermentação e coloração marrom escura – como dito anteriormente. Seu malte Munich dá a ela um doce amargor e notas de chocolate, caramelo e nozes.

Considerada a original Dark Lager da Europa e curiosamente Dunkel quer dizer escuro em alemão. É uma cerveja de baixa fermentação e coloração marrom escura. Aroma e sabor predominantes do malte, com notas suaves de chocolate, tostado, nozes, caramelo ou biscoito. Seu malte Munich dá um balanço entre o dulçor e o amargor do lúpulo.

Exemplos: Hofbrau Dunkel, Konig Ludwig Dunkel, Paulaner Dunkel.

2. Malzbier

Talvez a mais famosa Dark Lager encontrada no Brasil, já foi mais consumida do que é hoje, mas ainda assim é produzida por grandes cervejarias como Brahma, Antarctica e Itaipava. Escura e doce, teor alcoólico baixo, após a fermentação é acrescentado xarope de açúcar e caramelo.

Sua coloração escura não vem do malte tostado mas sim da adição do xarope e açúcar na sua produção.

É um estilo pouco documentado, não figura em guias de estilo como O BJCP (Beer Judge Certification Program) e no BA (Brewers Association).

3. Schwarzbier

É uma cerveja realmente preta, com diz seu nome (para entendedores de alemão) e mais escura que a Munich Dunkel.

O aroma que prevalece é o do malte mas moderadamente. Pode ser notado em baixo teor o malte tostado e a cerveja apresenta notas de caramelo, café ou chocolate em um leve adocicado — mas é importante saber que o doce sentido na cerveja é baixo, por isso não deve ser confundida com o estilo Malzbier.

Estilo Bock

Tem a origem na cidade de Einbeck, Alemanha. São mais conhecidas por serem cervejas lagers com a coloração escura (nem sempre são), com fortes características do malte, possuindo elevado teor alcóolico e dando a elas notas de caramelo e de pão tostado.

O nome Bock é derivado do nome da cidade “Einbeck” no dialeto Bávaro, e portanto, só foi utilizado depois que a cerveja chegou a Munique. Bock também significa “bode” em alemão, e você encontra o animal na maioria dos logotipos e rótulos.

1. Tradicional Bock

Devido a mudanças feitas em últimos guias de estilos da BJCP, a Tradicional Bock passou a ser conhecida como Dunkles Bock e apresenta as mesmas características. Uma lager alemã forte, escura, que enfatiza o malte.

Em seu aroma o malte é moderadamente percebido como pão, e um pouco tostado. Já o lúpulo é quase não perceptível e também está em menor evidência no sabor da cerveja, o suficiente para equilibrar com o malte.

Sua cor varia entre o cobre claro ou um marrom consistente — consistência que também é percebida em sua espuma.

2. Doppelbock

A cerveja nasceu de uma história curiosa, porque monges da ordem de São Francisco de Paula precisavam fazer jejum de 40 dias e era estritamente restrito o consumo de alimentos sólidos, por isso fabricaram a Doppelbock e a chamavam de “Salvator” (Salvador) por salvar os monges da fome. Hoje ela é encontrada como a Paulaner Salvator. Em outras  versões comerciais você pode identificá-las quando visualizar o sufixo “-ator”.

É mais forte que a Dunkles Bock e seu teor alcoólico pode variar entre 7% – 10%. Sua coloração ganha destaque, pois podemos ver versões que variam da âmbar até um vermelho rubi, dando uma grande beleza somada ao colarinho cremoso da cerveja.

Em seu gosto e aroma quase não se dá para notar o lúpulo, dando um destaque maior ao malte tostado. Pode haver notas de chocolate em versões mais escuras, e muitas vezes suaves notas complexas frutadas de ameixa e uvas passas.

Exemplos: Paulaner Salvator,  Ayinger Celebrator, Spaten Optimator.

3. Helles Bock

O estilo de cerveja Bock que apresenta a coloração clara. São produzidas no inverno para serem consumidas na primavera européia.

Sua cor vai do dourado até o âmbar e o seu aroma de moderado até intenso se tratando do malte da cerveja, com muito pouco ou nada de lúpulo perceptível. Já o sabor podemos perceber que as características do malte europeu predominam — principalmente as notas de malte tostado.

European Lager

Conhecido como um agrupamento de estilos europeus caracterizados por terem um maior teor alcoólico e também o mesmo tipo de fermentação. Outros estilos lagers produzidos na Europa, com características únicas.

1. Vienna Lager

Uma cerveja criada na cidade de Viena, na Austria, em 1840 por Anthon Dreher, daí o seu nome. Utiliza os maltes da região, o malte Vienna para darem uma característica leve para a cerveja.

Sua aparência varia entre âmbar e cobre claro, já seu aroma é leve e com poucas características do lúpulo e sutileza do adocicado do malte, que remete a um leve tostado, mas sem caramelo.

Exemplos: Brooklyn Lager, Samuel Adams Vienna Style Lager, Bierland Vienna.

2. German Marzen (Oktoberfest)

Cervejas originalmente produzidas na Bavária e em específico no mês de Março (März em alemão) durante a primavera para ser consumida no outono, estação em que se celebra a Oktoberfest.

Apresenta um teor alcoólico um pouco mais alto e a coloração varia entre âmbar e marrom. Seu aroma é bem leve e conseguimos sentir notas de pão tostado e também um pouco de lúpulo, já seu sabor é levemente adocicado e é possível perceber um pouco de caramelo.

3. Bamberg Rauchbier

Rauch significa fumaça em alemão. Essas cervejas defumadas são historicamente produzidas na região de Bamberg na Alemanha. Até aproximadamente 1700, os maltes eram secos por meio do calor da queima de madeira. Essa queima, conferia notas defumadas à cerveja. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, houve a remoção desse aroma típico, mas na região de Bamberg, os cervejeiros mantiveram o método tradicional, tornando a Rauchbier uma especialidade na região.

A Marzen Rauchbier tem as mesmas características da German Marzen, porém com notas de aroma de defumado de leve a intenso, podendo remeter a bacon.

Apenas das Marzens Rauchbiers serem as defumadas mais clássicas, há também outros estilos defumados que levam o nome de “Rauchbier”, como Helles, Weizen, entre outras.

Exemplos: Schlenkerla Marzen Rauchbier, Spezial Rauchbier, Bamberg Rauchbier.

Família Ale (alta fermentação)

O que diferencia uma Ale e uma Lager é o seu processo de fermentação, mais alto no caso da Ale. A fermentação ocorre dentro de um ambiente com temperaturas altas, entre 15º e 24º graus, em alguns casos até mais que isso no curto tempo de três a cinco dias.

Foram as queridinhas até os meados do século XIX e só perderam o seu posto quando inventaram cervejas de baixa fermentação, as Lagers.

A fermentação baixa, conhecida também por fermentação quente, desperta os variados sabores dos conteúdos da cerveja, lúpulo, e frutas se tornam mais acentuados.

São cervejas mais encorpadas e o seu sabor varia entre o doce ao amargo e sua cor também acompanha o ritmo variando das mais claras até as mais escuras. Por estas razões é que existem diferentes sub estilos dentro da Ale, tamanho é o seu poder de variação.

Vamos conhecer um pouco alguns de seus sub estilos:

Pale Ale 

Foram criadas para competir com as cervejas Pilsens na época da Primeira Guerra. São suaves com toques amendoados dos maltes Pale Ale.

1. English Pale Ale

Muitas vezes também descrita como English Bitter por ser mais amarga, é a pale ale inglesa que surgiu no final dos anos 1800.

De cor âmbar a cobre,é um cerveja com boa presença de malte e lúpulo, com um médio amargor. O malte traz notas de tosta e caramelo. Traz notas dos lúpulos ingleses que são descritas como terrosas e herbais.

2. English IPA

É a primeira variação do estilo a ser feita. A história, ou lenda,  diz que foi produzida pelos ingleses enquanto viajavam para a Índia. Esta Pale Ale feita com mais lúpulo e álcool para resistir ao longo tempo de viagem, já que o lúpulo é um conservante natural.

Tem cor de dourada a cobre profundo, aroma terroso e herbal de lúpulos ingleses mais intensos que as English Pale Ales. O teor alcóolico é médio-alto a alto, e o amargor intenso. 

Exemplos: Fuller’s IPA, Meantime India Pale Ale, Prússia English IPA.

3. American Pale Ale

Também chamada de APA, é a adaptação americana da English Pale Ale, usando os ingredientes encontrados nos EUA. Diferencia-se da versão inglesa principalmente pelos seus lúpulos, com notas mais cítricas e um pouco florais, e um pouco mais amarga e um pouco menos maltada.

Exemplos: Sierra Nevada Pale Ale, Founder Pale Ale, Flying Dog Classic Pale Ale.

4. American IPA

Assim como a APA, é a versão americana English IPA. Hoje é umas das cervejas mais consumidas pelos cervejeiros do movimento artesanal. Em comparação com a versão inglesa, são mais secas e menos maltadas.

O lúpulo é o protagonista, trazendo um intenso amargor, e notas cítricas, frutadas, e resinosas dos lúpulos americanos.

Exemplos: BrewDog Punk IPA, Anderson Valley Hop Ottin, Guarnieri Cachorro Ovelheiro IPA.

5. Outras IPAs

Como as IPAs são um sucesso no mundo da cerveja artesanal, vários estilos e sub-estilos apareceram espontaneamente, com os cervejeiros realizando variações principalmente do estilo American IPA.

Alguns clássicos:

Double IPA (Imperial IPA) – Uma American IPA para os lupomaníacos, com mais carga de lúpulo, trazendo intenso aroma e amargor, que pode chegar a mais 100 IBU’s! O teor alcoólico também é intensificado, podendo chegar a mais de 10% ABV.

Session IPA – Uma IPA leve, clara, com baixo teor alcóolico (girando em torno de 4,0% abv). Possui pouca presença de malte, e uma boa presença de lúpulos cítricos, frutados e resinosos no sabor e no aroma. Possui alta drinkability, feita para beber aos montes.

New England IPA (Juicy IPA) – Criada na região de Vermont, na Nova Inglaterra – EUA, é uma IPA clara e turva. Tem um corpo aveludado devido ao uso de aveia e/ou trigo. Possui um forte aroma de lúpulo, trazido por usos múltiplos da técnica de Dry-Hopping. Apesar do alto aroma de lúpulo, não tem o amargor tão intenso como a American IPA’s

Red Ales

Cervejas Ale de coloração avermelhada, devido ao uso de maltes tostados e caramelo.

1. Irish Red Ale

Uma interpretação irlandesa do clássico English Bitter, com menos lúpulo e mais tostado.

Uma cerveja que varia do âmbar avermelhado ao marrom claro, normalmente sem aroma de lúpulo. Notas maltadas tostadas e final seco. Dulçor de caramelo baixo a médio.

2. American Red Ale (Amber Ale)

Versão americana das Red Ale, ficando entre uma APA e uma Irish Red Ale (IRA).

Em comparação a APA, possui maltes mais caramelados, e cor mais intensa. Em comparação a IRA, possui um caráter mais lupulado, trazendo notas de lúpulos americanos.

Dark Ales

1. Porter

Muito comum que se confunda com a Stout, ela é mais suave e seu teor alcoólico é um pouco mais baixo se comparado com a Stout. Esse tipo de cerveja tem um tom mais escuro e apresentam sabor e aromas de café, chocolate e caramelo.

2. Stout

Antigamente esse estilo de cerveja era denominado um sub-estilo da Porter, eram denominadas Stout Porter, sendo assim muito comum a confusão entre esses dois estilos. 

As Stouts são escuras, quase negras com sabor adocicado que lembra chocolate, café ou malte torrado. Tem alto teor alcoólico e pouca carbonatação.

Sempre que falamos da Stout uma cerveja vem na cabeça: a Guiness é a principal cerveja desse estilo e é vendida no mundo inteiro.

Assim como outros estilos, temos também algumas variações do estilo Stout:

  1. Dry Stout
  2. American Stout
  3. Sweet Stout
  4. Oatmeal Stout
  5. Russian Imperial Stout

German Ales

1. Altibier

Cerveja Ale produzida na Alemanha e que é considerada uma cerveja velha, pois seu tempo para maturar é mais demorado.

A Altibier se caracteriza por ter a coloração cobre e que realça a cerveja, é bem balanceada por sua complexidade, com pouco gás e combinação perfeita de lúpulo e malte — que confere o aroma tostado, de pães a cerveja.

Ales de Trigo 

cervejas de trigo

São totalmente refrescantes e possuem baixo amargor com alta carbonatação. Podem apresentar aromas de banana, chocolate, malte torrado ou de especiarias.

1. Weissbier

A Weissbier (ou Weizenbier) é uma tradicional cerveja alemã em que sua composição contém pelo menos 50% de malte de trigo e restante é composto por malte de cevada. Existe uma grande dúvida em relação ao seu nome, é comum encontrar rótulos de cerveja que digam “Weizenbier” e outros com o nome de “Weissbier”.

A diferença é que Weizen significa trigo e faz uma alusão a sua composição, já Weiss quer dizer branco, dando destaque a clareza que a cerveja possui, ambos faltam de características diferentes e surgiram por serem termos regionais (Norte e Sul) mas se tratam da mesma cerveja  de trigo, clara e com um colarinho branco e de espuma consistente.

2. Hefeweizen

Uma subdivisão das cervejas de trigo porque se trata de um estilo não filtrado. Hefe significa levadura e seu nome que diz respeito a característica turva da cerveja. Por isso o costume de virar uma cerveja de trigo de cabeça para baixo, pois como não é filtrada, as leveduras se misturam ao resto da cerveja, incrementando sua composição.

Sua cor não será tão clara quanto as outras, um tom mais vermelho dando intensidade e carregando a cor amarela do estilo Weiss.

3. Dunkelweizen

São cervejas de trigo escuras, porque Dunkel dignifica justamente escuro em alemão – assim como a Munich dunkel. Assim como as outras cervejas de trigo, possui pelo menos %50 de malte de trigo, a diferença é que grande parte dessa porcentagem se trata de maltes torrados ou caramelizados, por isso a cor escura.

Uma cerveja com corpo médio para encorpado e em seu sabor podem ser notados tons de cravo, banana, baunilha e até levemente tuti-fruti. Sua cor característica é um marrom escuro.

4. Weizenbock

Essa cerveja é derivada do estilo alemão Bock e mantém várias de suas características. Se trata de uma cerveja de trigo com maltes tostados e sua coloração varia de cobre a um vermelho escuro, rubi.

Em seu aroma é perceptível a presença de banana, cravos e também frutas escuras. Já no paladar não se nota muito o lúpulo, predominando o sabor do malte de trigo e também a forte presença do álcool.

5. Witbier

A Witbier é uma famosa cerveja de trigo produzida na Bélgica, um reduto cervejeiro nesse mundo. Apesar de ser uma Weiss, suas características são totalmente diferente das demais por ser uma cerveja bem leve e apresentar coentro e frutas — na maioria das vezes laranja mas também encontrada com cascas de limão.

Cerveja com baixa graduação alcoólica e um corpo bem leve, dando muita drinkability para ela.

Sua coloração é um amarelo bem claro e uma grande turbidez. Por ser leve é altamente refrescante e um estilo recomendado para quem quer tomar cerveja belga com um baixo teor alcoólico.

Exemplos: Hoegaarden, Blue Moon, Praya, Leopoldina e Baden Baden Witbier

6. Berliner Weisse

O Berliner no nome significa que são cervejas que são produzidas em Berlim e existe uma lei que garante esse nome somente à elas.

É uma cerveja clara, bem leve e refrescante, sua principal característica que a torna diferente de outras do tipo Wiess é a sua sua acidez, que pode ser adicionada de algumas maneiras no processo de produção – principalmente pela utilização de lactobacilos no mosto.

Originalmente sua cor é clara, mas por conta da adição de frutas, pode tomar outras cores, como por exemplo cobre e até verde. Em seu aroma e sabor podemos percebemos a acidez, principal característica da cerveja.

Família Lambic (fermentação espontânea)

familia cerveja lambic

Classificada como uma terceira categoria nos tipos de cerveja por sua fermentação, que é espontânea e causa pelas leveduras selvagens do ambiente. Suas características estão mais interligadas às regiões em que são fabricadas e também seus tanques de produção são abertos. Sim, algo bem natural e até rústico.

São cervejas claras, ácidas e também maturadas em madeira. Seu gosto é mais azedo e seu aroma vai desde os frutados aos cítricos e são consideradas o tipo de cerveja mais antigo existente no mundo.

Também possui algumas subdivisões:

1. Gueuze 

É uma mistura de Lambic jovem e velha e que vai para uma segunda fermentação em barris de carvalho. Seu gosto é menos ácido, amarga e forte, mas leve e adocicada ao mesmo tempo, totalmente balanceada, semelhante ao champagne.

2. Faro 

Mais leve, saborosa e sem a acidez, que é característica das Lambics.

É uma cerveja com um baixo teor alcoólico e marcada pela sua cor, âmbar. Antigamente na Bélgica eram consideradas de sabor complexo por se tratar de um blend de estilos, mas hoje em dia essa característica se perdeu e ela acaba sendo considerada uma Lambic clássica com adição de açúcar.

3. Fruit Lambic 

Após o processo de fermentação iniciar é acrescentado frutas. São muito ácidas e apresentam um sabor que pode ser seco ou até adocicada — característica de algumas outras Lambics citadas acima.

As cervejas mais famosas desse estilo de produção têm a adição de frutas como cereja (Lambic  Kriek), framboesa (Lambic Framboise), pêssego (Lambic Pêche) e maçã (Lambic Pomme).

Seu teor alcoólico baixo e uma curiosidade é que levam cerca de três anos descansando em barris de carvalho, dando um gosto a mais e um caráter especial a esse tipo de cerveja.

4. Straight Lambics

É uma pura Lambic com 1 ano de maturação. É seca e muito ácida.

São Lambics puras que ao completarem um ano de maturação são vendidas na pressão em cafés e restaurantes belgas (essas não são engarrafadas ou exportadas). Sua característica é ausente de carbonatação, seca e muito ácida.

A cerveja sempre foi a melhor opção numa mesa de um bar, mas de uns tempos pra cá ela ganhou status e uma variedade de sabores, aromas e tons, sendo uma bebida para todos os gostos.

Os estilos aqui citados são apenas os mais vendidos e consumidos no mundo inteiro, mas dentro dessas “famílias” existem outras tantas variações locais de lagers, ales e lambics. Vale a pena conferir alguns estilos diferentes do que estamos acostumados.

E você já se decidiu qual o seu tipo de cerveja preferido ou qual deseja experimentar? Nos conte nos comentários!

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