O poder econômico das ‘crafts beers’ americanas

Tudo que se fala sobre cervejas artesanais no Brasil sempre termina com uma compração à situação americana. Seja de qualidade de cervejas e insumos, seja pela variedade de estilos encontrados e pelas inúmeras cervejarias (este ano chegou à número 2 mil). Mas, mais do que tudo, o que impressiona são os números apresentados. Vamos a alguns deles, que apontam uma realidade distante da brasileira:

 

– são cerca 103.585 postos de trabalhos diretos, incluindo funcionários de brewpubs.

– crescimento em 2011 de 13% em volume produzido e 15% em arrecadação, semelhante ao crescimento apontado em 2010.

-foram vendidos 11,468,152 barris em 2011. Em 2010, foram 10,133,571

– em 2011, as cervejas artesanais 5,7% do mercado em volume e 9,1% em dólares. O valor total de vendas ficou em 8,7 bilhões de dólares. Isso mesmo, bilhões!

– em 2011 a Brewers Association registrou 250 novas cervejarias (174 micros e 76 brewpubs) e 37 cervejarias fecharam (12 micros e 25 brewpubs).

– enquanto isso, a venda de cervejas nos EUA caiu 1,3% neste ano e o volume importado cresceu 1%.

 

Estes dados mostram a potência econômica que é os EUA e o potencial que o mercado de cervejas aretesanais tem no Brasil. Não que objetivamente chegaremos a estes valores brutos de receitas anuais, mas que sejam valores significativos para ter um setor forte, gerando empregos, divisas para os investidores e seja visto positivamente pelo governo. Hoje, no Brasil, o mercado não representa sequer 1%, quando excluímos cervejas premium de grandes cervejarias e estamos longe ainda dos bilhões americanos. O comparativo feitos por quem viviu o ressurgimento das microcervejarias nos EUA é de que estamos ainda na realidade que eles tinham na década de 80, quando o mercado estava começando a crescer. Detalhe que a associação americana de cervejas foi criada em 1983.

 

Uma coisa resume a diferença entre americanas e brasileiras. Nem dados precisos, como estes , temos sobre as cervejarias do Brasil. Tudo que temos são levantamentos realizados de forma isolada.

 

fonte: Brewers Association

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1 Comentário

  1. Um dos problemas que eu vejo aqui no brasil é que cerveja (entenda como cerveja de verdade) tá virando artigo de luxo, pelo o menos em Brasília e alguns lugares do Brasil que já fui. Nos EUA vc encontra excelentes (cervejas que vc fala “PQP que maravilha”) cervejas entre 3 a 8/10 dólares. E isso na realidade de vida deles é totalmente viável.
    Aqui no Brasil que cerveja tomamos por um preço justo?(lógico que existem exceções, mas estou falando lato sensu) eu sinceramente não acredito que seja 100% culpa do governo, eu sei que a carga tributária realmente é complicada, mas os preços praticados por algumas cervejarias são inviáveis. Por exemplo: Em uma loja especializada de cervejas aqui em brasília uma Chimay Red é mais barata que uma Wals Dubbel (peguei exemplos do mesmo estilo). Uma cerveja que vem da bélgica consegue ser mais barata que uma feita no Brasil. Eu acho que tem muita coisa errada nessa história. Não sei como é a realidade de cada cidade.
    Outra coisa é: como a Eisenbahn Lust é mais barata fora, no EUA, do que aqui pra pra gente? Acredito que o mesmo vai acontecer com a Colorada. Entrar no mercado Americano que é extremamente concorrido praticando preço de 15 dolares? vão se arrepender. Americano não vai pagar caro em uma cerveja por usar matéria prima “exótica”. E nos vamos continuar pagando por isso.

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