Homer Simpson tomando cerveja

Nunca fiz amigos bebendo leite: entenda a frase!

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A frase que dá nome a esse texto traduz com muita propriedade o poder agregador da cerveja, tornando-a a mais democrática das bebidas.

Hoje falaremos um pouco mais sobre essa frase com conceitos e até citações que podem comprovar que a cerveja é sim ideal para fazer amigos — não o leite.

Por que cerveja e não leite?

Desde os primeiros registros feitos há milhares de anos, a produção e consumo de cerveja retratam pessoas em volta da cerveja buscando algum tipo de satisfação. A cerveja já exerceu diferentes papeis na sociedade, como moeda de troca, alimento e até salário.

É inegável que ela nasceu para ser o lubrificante da humanidade, essa é uma característica que se mantém.

Nos dias de hoje abandonamos o hábito de usar o jarro de barro e o canudo de junco, mas mantivemos o hábito de dividir a cerveja por ai em diferentes habitats naturais.

Beber com os amigos é de fato um dos maiores prazeres que se pode ter.

Já o leite está ali para te alimentar naquela manhã ao lado do café e um pote de achocolatado, digamos que ele não é tão introdutivo para se interagir com pessoas.

Napoleão Bonaparte dizia que o vinho era merecido nas vitórias e necessário nas derrotas, mas podemos dizer que o mesmo vale para a cerveja, pois talvez o próprio Napoleão tenha dito isso se referindo à cerveja, mas como bom francês aplicou a máxima ao vinho, talvez.

Terroir da cerveja

Sam Calagione (escritor e presidente da Cervejaria Dogfish Head) com muita propriedade afirma que o terroir da cerveja está naquele (ou naqueles) que participam do seu processo de fabricação, ao contrário do vinho, cujo terroir, depende muito mais da região em que se planta a uva do que da mão do enólogo — o “mestre cervejeiro dos vinhos”.

Para aqueles que desconhecem o termo terroir, ela é uma palavra que só pode ser interpretada na língua francesa e em tradução livre significa terreno ou terra, mas a amplitude do termo alcança características que não podem ser descritas em palavras.

A grosso modo, podemos sintetizar que o terroir é a alma do vinho.

Calagione não poderia estar mais certo, o conceito não se aplica com tanta literalidade à cerveja, o “nosso” terroir está longe de depender das terras onde se planta a cevada e o lúpulo. Nem mesmo depende da água.

Nosso terroir está bem mais próximo, no fundo do copo!

Uma boa cerveja pode ser facilmente destruída por uma má companhia ou por uma conversa desagradável. Mas ao mesmo tempo uma cerveja tomada no balcão de um boteco copo sujo, num copo de requeijão pode ter o melhor sabor se o ambiente estiver agradável.

A cerveja é muito mais que lúpulo, malte, água e leveduras, é um estado de espírito, um estilo de vida. Ela é um ponto comum entre várias culturas e o fato de ser uma bebida universal comprova isso. As várias regiões do mundo tem sua bebida característica, cachaça, saquê, grappa, pisco, mas na em quase todas produzem e consomem cerveja!

Não raro amizades começam ou se fortalecem em torno da cerveja, segundo o filósofo grego Plutarco, a “finalidade da bebida é alimentar e aumentar a amiade”.

Pergunto você que está lendo: quantas histórias você já não viveu tendo a cerveja como coadjuvante, ou até mesmo como ator principal? Quantas vezes a cerveja não serviu de catalizador para conversar com aquela pessoa que viu no bar? Ou quando teve aquela desilusão amorosa, lá estava a cerveja para afogar as mágoas!

Vale mencionar também daquela vez que ela esteve com você para comemorar o campeonato do time do coração ou a formatura!

Parafraseando por último, como diria o filósofo cervejeiro Homer Simpson: a cerveja é a causa e a solução de todos os problemas.

É a desculpa certa para reunir a turma depois do trabalho, ao contrário de muitas bebidas cercadas de rituais e momentos apropriados para serem degustadas, a cerveja não requer muita formalidade, é uma bebida para todas as horas.

Os alquimistas buscavam uma forma de transformar matéria bruta em espiritual e tinham o aço e ouro como alegorias.

Talvez se eles tivesses prestado mais atenção teriam percebido que tinham algo muito mais valioso, um liquido que ao tocar um copo é capaz de se transformar nas mais sólidas e duradouras relações, de transformar o prosaico ato de brindar canecos em um ritual sincero de celebração de amizade e fraternidade.

Espero que tenha gostado da leitura e também trazemos aqui um breve artigo que explica mais sobre a história da cerveja, que tal conferir?

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3 Comentários

    Ótimo texto xará!!

    Vale notar que os alquimistas na verdade buscavam a transformação da matéria bruta em matéria espiritual. Mundano em divino. Aço e ouro eram apenas alegorias, assim como os processos de purificação significavam processos psicol´´ogicos e sociais.

    Logo, acho que eles concordavam muito com o que você colocou sobre o poder da cerveja na transformação pessoal e coletiva 😉

    Abs!!!

      Obrigado pela leitura xará!
      Acredito que muitos alquimistas talvez fossem mestres cervejeiros disfarçados….
      Abraco

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