Brewpub: porque são tão poucos no Brasil?

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Muito é falado sobre a importância de pequenos produtores para o desenvolvimento da cultura cervejeira. Esse é o tema desta semana, e traremos vários textos e vídeos sobre este assunto. E o início desta série é sobre produzir e vender no mesmo lugar. Em recente visita de Bob Pease, representante da Brewers Association, revelou das tão badaladas quase 2.000 microcervejarias americanas, cerca de 1.000 são brewpubs. No Brasil, contamos nos dedos quantos são, e, provavelmente, não chegamos nem na segunda mão.

O Buller Pub & Brewery, em Buenos Aires, é uma das diversas opções de brewpub na Argentina

Brewpubs são os bares que produzem a própria cerveja no local e só as vendem ali mesmo. Pois não é só dos americanos que estamos levando uma surra. Depois de ser divulgado que há mais microcervejarias no Chile do que no Brasil e na Argentina juntos, aparece uma lista com os Brewpubs portenhos. São mais de 50 opções num país com a população (e território) muito menor que a brasileira. Tudo bem que há alguns bares que são de microcervejarias na lista, mas são poucos, como o da Antares. Há até, pasmem, um clone da famosa Stone Brewing, cervejaria americana no Greg Koch, idealizador do épico vídeo “I am a craft brewer“. Confira, abaixo, a cópia portenha.

Apontado com uma solução viável para quem quer começar a produzir cervejas comercialmente, o brewpub é um caminho pouco explorado. Juliano Mendes, fundador da Eisenbahn, é um que defende a viabilidade comercial de um brewpub sempre que pode, acreditando ser esta uma boa forma de entrar no mercado de cervejas artesanais.

 

Porém, há uma nuvem de incertezas sobre como legalizar um empreendimento como estes no Brasil. Muito é falado que é visto como uma indústria, então tem que ficar localizado em zona industrial, ou seja, longe dos bares e restaurantes mais badalados das cidades. A verdade, porém, é que não há uma legislação específica sobre isto. Portanto, cada prefeitura, ou até mesmo fiscal, verá a situação conforme sua interpretação e interesse. Outro problema é o imposto, que pode ser cobrado da mesma forma que sobre uma grande cervejaria.

 

Esta incerteza, porém, não afasta o sonho que é de muitos cervejeiros caseiros. A nanocervejaria Dum, de Curitiba, vem ganhando projeção rapidamente por sua requisitada Petroleum. E os amigos e sócios da cervejaria, que começaram a produzir cerveja para suprir a necessidade antes dos jogos do Atlético Paranaense, hoje pensam em ir mais longe. “Com o passar desse um ano muita coisa mudou, e o pensamento hoje é montar um brewpub principalmente pelo menor investimento, mas isso requer um bom planejamento”, afirma Luiz Felipe Araujo. Para entrar neste ramo, não basta apenas fazer boas cervejas, é preciso saber gerir um bar e/ou restaurante.

Cortando custos em distribuição, o brewpub pode oferecer grande variedade de estilos

As vantagens de se abrir um brewpub são grandes. Primeiro, corta-se custos com intermediários, assim como logística e até mesmo envase. Pode-se servir a cerveja direto dos tanques maturadores. Além disto, ele te permite inovar sempre, e ir testando novas fórmulas e estilos ao longo do tempo, devido à menor escala de produção, se comparada a uma microcervejaria.

 

Após falar um pouco sobre brewpubs, o próximo tema será nanocervejarias. Afinal, o que são? Como definir o tamanho de uma cervejaria? A série tratando dos pequenos produtores continua ao longo da semana.

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