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Adicionar café na cerveja: aprenda de maneira prática!

Café na cerveja
Escrito por Carlos Lara

Sabemos que a adição de café na cerveja não é nada novo na história da cerveja, temos principalmente como exemplo mais conhecido os estilos de cerveja Stout e Porter onde as características do café são marcantes e dão reconhecimento aos estilos.

Podemos citar até alguns exemplos de cerveja como:

E hoje falaremos exclusivamente sobre como adicionar café na cerveja, portanto se tem essa dúvida e quer dar um up em sua receita, verá que é pode ser tão simples quanto fazer café e você sairá daqui com muita inspiração para produzir sua cerveja.

Confira até o fim e aprenda mais sobre o processo!

Adicionando café na cerveja

Aqui vem o interessante, as especiarias podem ser adicionadas em etapas diferentes da produção, como por exemplo o gengibre que vai ao final da fervura.

Mas o café se encaixa nas adições posteriores, principalmente no envase.

Ao se adicionar nessa fase em uma cerveja naturalmente escura (como uma Brown Porter) o café não mudará praticamente nada na aparência delas, só mesmo no sabor e no aroma.

Exemplo na prática

Em um teste realizado, foi feito da seguinte forma: primeiro veio 85g de café arábico orgânico moído na hora com cerca de meio litro de água numa garrafa fechada, e essa garrafa ficou na geladeira por cerca de 24 horas.

O mestre cervejeiro Randy Mosher que inclusive participou da criação da Colorado Rosália, da mesma maneira que o teste foi feito, a diferença é o tempo na geladeira, onde cita pelo menos 12h.

Dividimos da seguinte forma na hora do envase:

  • 50% da leva sem café mesmo.
  • Em seguida, colocamos 2/3 da quantidade do café sobre os cerca de 9L de cerveja. Envasamos metade apenas.
  • Aos 25% que sobraram adicionamos os outros 1/3 para chegar próximo do valor máximo estipulado.

A cerveja sem nenhum café, “P zero”, devido ao malte Carafa (torrado) ficou com uma notinha de café, mas algo bem leve, saborosa e com bela apresentação, como podem ver na foto. Ficou bem próxima da nossa primeira Porter, um bom sinal.

Na P1, com pouco café, já se nota um sabor e aroma de café bem presentes, mas com suavidade. É um sabor um pouco diferente do nosso cafezinho tradicional, muito porque o café que utilizamos não foi fervido, o que dá um outro paladar.

Percebe-se o sabor e o aroma bem próximo daquele que sentimos quando abrimos o saco com o pó do café, e não o cheiro do café quente e pronto. A cerveja ficou bem interessante, e creio que agrada a todos, até mesmo os que não tem o hábito de beber café.

E por último, uma grata surpresa.

A P2 ficou com um gosto bem forte de café, e no primeiro gole tivemos logo a sensação: exageramos.

O gosto ficou bem marcante e o aroma bem forte, o que já esperávamos. Agora, o que o Eduardo não esperava era a agradável harmonização da P2 com um docinho de chocolate com coco. Simplesmente, o paladar mudou, o adocicado se misturou ao forte café e criou um experiência muito agradável.

A noção do exagero sumiu ao passar dos goles e sensação de estranheza deu lugar ao prazer de uma deliciosa sobremesa.

Considerações finais

Para quem pensa em fazer esta experiência, as quantidades utilizadas estão no post anterior. Se está buscando um forte sabor de café, procure algo próximo da nossa P2, mas talvez ela tenha ficado até acima do limite para se tomar pura (recomendada para harmonização e para adoradores de café).

Perto da quantidade mínima recomendada por Randy Mosher, na P1 o sabor fica bem presente, mas suave.

Agora, a certeza, ainda mais com a utilização de café, é que a combinação com doces para a Porter é sensacional. Foi bem com brigadeiro, coco com chocolate. Ela se torna muito mais preciosa combinando forças.

Gostou da dica? Leia então o nosso post que fala sobre como adicionar especiarias na cerveja e deixe sua criatividade fluir — com cuidado, é claro!

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Sobre o Autor

Carlos Lara

Marketeiro e Sommelier de Cerveja. Criei a minha paixão pela cerveja há um tempo, principalmente vendo jogos de futebol e hoje escrevo conteúdos sobre diversos assuntos nas horas vagas.

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