Tarantino Dry Stout

Tarantino Dry Stout: uma cerveja seca no coração de São Paulo

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A cervejaria Tarantino, do bairro Limão, às margens do Tietê da capital paulista se apresenta com a proposta de ser uma cervejaria/tap-room inserida num meio urbano, caótico que é São Paulo.

A casa tem um fluxo de 20 mil litros mensais, o que é impressionante para uma cervejaria inserida na zona urbana de São Paulo. É uma opção interessante aos que queiram um clima de cervejaria grande sem ter que se locomover para longe da zona urbana de São Paulo.

Seus exemplares vão desde clássicas Pilsners alemãs e American Pale Ales até receitas contemporâneas como uma Fruit IPA com Umbu e Cambuci ou uma Brett Saison. Fiquei curioso em saber qual a pegada deles.

Tenho aqui um exemplar de sua Dry Stout, um estilo muito comum pela difusão da Guinness pelo mundo afora, mas ao mesmo tempo um estilo muito difícil de reproduzir e até mesmo de se fazer se sobressair em relação aos outros exemplares, como a londrina The Kernel religiosamente tem feito.

Ao ataque!

Aparência

Tarantino Dry StoutServida em um Pint inglês da Fullers, tem coloração escura e espuma bege. Há uma certa cremosidade ao servir, mas definitivamente não tem tanta consistência quanto esperado.

A espuma é heterogênea com vários alvéolos grandes, o que não se assemelha ao exemplar clássico do estilo, mas vale ressaltar que isso é basicamente impossível de se recriar. Como um todo, tem uma aparência interessante.

Aroma

Predominantemente sente-se os aromas de café torrado, mas com intensidade bem suave. Outros aromas também são percebidos como baunilha, pão e até um pouco de chocolate, pouco a nenhum aroma frutado.

Lúpulo leve, o que poderia ter sido mais bem trabalhado, ao contrário do que esperaria as melhores Dry Stouts de hoje são feitas com lúpulos tipicamente cítricos, mas utilizados no começo da fervura para minimizar seus toques cítricos deixando o malte como protagonista forte, mas dando uma personalidade ao ter toques lupulados como plano de fundo.

Gosto

É uma cerveja gostosa, paladar similar ao aroma. Fortes sabores de café torrado somados ao gosto doce de baunilha e chocolate. O álcool é imperceptível assim como a levedura, mantendo-se fiel ao estilo.
Há um leve amargor ao retrogosto, mas nada forte, algo com um drinkability bem elevado.

Sensação na Boca

É uma cerveja seca, ponto. Este é seu maior atributo. Eu sou fã de Dry Stouts e particularmente gostaria que fosse até mesmo mais seca, mas definitivamente esta é uma cerveja que se manteve fiel ao estilo Dry Stout.

Há pouca cremosidade ao paladar. A perfeição no estilo seria uma cerveja leve aos sabores, com alta drinkability, mas mantendo uma certa oleosidade ou cremosidade, o que não foi alcançado.

Geral

É um bom exemplar de uma Dry Stout, boa de se passar o fim da tarde e início da noite bebendo mais do que se consegue contar, o que é a finalidade do estilo.

Ela infelizmente deixa um pouco a desejar, talvez se fosse mais, apenas mais. Mais seca, mais aromática, mais cremosa, etc., a conversa seria diferente.

Mas ela foi dura na queda pois é um estilo difícil de se competir, na verdade não lembro a última vez que vi uma Dry Stout brasileira que genuinamente me fez refletir sobre o que estava bebendo.

Os estilos mais simples às vezes são os mais difíceis de se fazer, além de definitivamente serem os mais difíceis de se fazer serem notados. Tendo isso em vista, a Tarantino está de parabéns.

Definitivamente esta cervejaria da zona urbana de São Paulo será um estabelecimento que irei visitar quando for passar uns dias na capital paulista. Estou curioso em provar seus outros exemplares, Umbu e Cambuci estão na minha mira.

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