Beber e Comer Harmonização

Harmonização com a Blues Etílicos Hellbier

Escrito por Carlos Lara
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Confira a coluna de Andrea Calmon com dicas de combinações com a nova cerveja, a Blues Etílicos Hellbier.

 

Semana passada chegaram às minhas mãos o primeiro rótulo de cerveja lançada com o selo da banda Blues Etílicos. O projeto nasceu de um encontro num bar do Rio, o Lapa Café, e dos papos sobre a relação da banda às questões etílicas, começando pelo nome e pela paixão dos integrantes pela cerveja. Não é que a banda tem uma música chamada “Cerveja”? Ela é de autoria de Fausto Fawcet e Cláudio Bedran, baixista do Blues Etílicos. Confira esta gravação:

 

Bem, inspirados pelos embalos do Blues e bebendo excelentes cervejas artesanais brasileiras, a idéia do rótulo veio naturalmente. O projeto me apaixonou e entrou na minha vida e o Blues de vez nas minhas veias. Foi muito gratificante profissionalmente ter conduzido todas as etapas da concepção do produto, desde o entendimento do que a banda desejava como cerveja, passando pela definição do estilo, até pelo modelo de comercialização do produto, elaborada junto com meu sócio, Giovanni Calmon. Foi tudo muito divertido… reuniões em mesas de bar, encontros com amigos antigos queridos, como o designer do rótulo, Diego Campos, estudante de Design na PUC-RJ. Marcaram também o contato com o grande e experiente Mestre Cervejeiro da Mistura Clássica, Severino Baptista e a minha visita junto com os integrantes da banda à cervejaria, onde bebemos todos os 12 estilos que a cervejaria produz diretamente dos tanques.

 

A escolha do estilo Helles veio da idéia de criarmos algo que não fosse muito diferente do que em geral o público está acostumado a beber, pelo menos visualmente, as pilsens do mercado, porém que ao primeiro gole já demonstrasse ser algo “diferente”, apresentando um dourado mais intenso, aromas e sabores que saíssem do lugar comum.

 

A fórmula foi desenvolvida exclusivamente para a banda, mas o Mestre Severino nos surpreendeu com a adição de dois diferentes tipos de lúpulos americanos que conferem aromas florais e levemente frutados, que a tornaram uma releitura do estilo, principalmente por seu amargor. O resultado? Uma cerveja clara, encorpada, com dulçor pronunciado dos maltes e um amargor que pode até assustar aos iniciantes, mas que dá o equilíbrio perfeito para mais e mais goles. O fim de boca é longo e equilibrado.

 

A elaboração de um prato para a “comemoração” particular dos integrantes foi feita pela excelente cozinheira Manoela Tablas, namorada de Ugo Perrota, músico e produtor da banda. Pois é, quem sabe sabe! Ela não é especialista em cervejas, mas sem nada combinado elaborou uma receita que caiu como uma luva para harmonização. Resolvemos então reproduzir a receita juntas aqui em casa. Ela escolheu fazer um “Carré de Porco com Molho de Mostarda e Sementes de Gergelim com Legumes Grelhados” (receita completa).

A carne de porco harmoniza perfeitamente com a Helles, pelo dulçor característico de ambas, o molho de mostarda deu a picância necessária e o detalhe dele é que foram acrescentas algumas gotas de limão, que deram o toque cítrico que fez toda a diferença na combinação com os lúpulos americanos. As sementes de gergelim trouxeram um pouco de crocância e combinaram muito bem com os maltes. Missão cumprida e satisfação!!! Cheers!!!

 

Sobre o Autor

Carlos Lara

Marketeiro e Sommelier de Cerveja. Criei a minha paixão pela cerveja há um tempo, principalmente vendo jogos de futebol e hoje escrevo conteúdos sobre diversos assuntos nas horas vagas.

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